Melhora os Efeitos do Cálcio e Vitamina D

Osteopenia

Papel Benéfico de Suplementos Alcalinizantes

Citrato de Potássio é Eficaz na Osteopenia em Mulheres Pós-Menopausadas

A massa óssea tende a atingir o pico em torno da terceira década de vida, após esse período, um declínio contínuo de 0,7% ao ano é considerado fisiológico.

Citrato de Potássio é Eficaz na Osteopenia em Mulheres Pós-Menopausadas

No entanto, após a menopausa, a perda óssea é acelerada e as mulheres perdem em média aproximadamente 5% do osso trabecular e 1,5% da massa total por ano.

Acidose e os Mecanismos na Osteopenia

  • Evidências demonstraram que a acidose influencia diretamente a atividade de osteoblastos e osteoclastos. Enquanto os osteoclastos são virtualmente inativos a um pH de 7,4, as propriedades de reabsorção são estimuladas quando o pH cai abaixo de 6,9;
  • O meio ácido também inibe significativamente a função osteogênica, incluindo a produção de matriz extracelular, atividade de fosfatase alcalina e a formação de osso trabecular.

Sendo assim, suplementos alcalinizantes têm sido propostos como uma alternativa para limitar os efeitos adversos da acidose e retardar a perda óssea.

Citrato de Potássio

O citrato de potássio é um componente alcalinizante usado para aumentar o pH da urina e prevenir a precipitação de solutos no trato urinário.

Estudos in vitro demonstraram que o citrato de potássio é capaz de prevenir os efeitos adversos biológicos que um pH extracelular baixo induz nas células ósseas humanas.

Um meta-análise recente constatou que a administração diária de suplementos alcalinizantes, como citrato de potássio, reduziu a excreção de cálcio e ácido, e a reabsorção óssea, sugerindo seu benefício na saúde óssea (Granchi et al., 2018).

Citrato de Potássio é Eficaz no Gerenciamento da Osteopenia

Nesse estudo randomizado, duplo-cego e placebo-controlado, os pesquisadores avaliaram o citrato de potássio no turnover ósseo em mulheres com osteopenia na pós-menopausa (Granchi et al., 2018).

Assim, 40 mulheres que atendiam aos critérios de inclusão foram randomizadas para receberem:
Grupo 1
Citrato de Potássio 30 mEq
+
Vitamina D3 400 UI
Carbonato de Cálcio 500 mg
Dose Diária
Grupo 2
Placebo
+
Vitamina D3 400 UI
Carbonato de Cálcio 500 mg
Dose Diária

  • No início do estudo e nos meses 3 e 6, os indicadores séricos da função renal, eletrólitos, hormônios calciotrópicos, Marcadores Séricos do Turnover Ósseo [Fosfatase ácida resistente ao tartarato 5b (TRAP 5b), Telopeptídeo C-Terminal do Colágeno Tipo I (CTX), fosfatase alcalina óssea (FAO), Propeptídeo aminoterminal do pró-colágeno tipo I (PINP)], pH da urina e citrato foram avaliados.

Resultados:

  • No início do estudo, 90% dos pacientes apresentaram baixa excreção de potássio nas amostras de urina de 24h e 85% dos casos tinham pelo menos um parâmetro de urina associado a acidose de baixo grau (baixo pH e baixa excreção de citrato);
  • Após o tratamento, CTX e FAO diminuíram significativamente em ambos os grupos, porém os indivíduos com evidências de acidose de baixo-grau foram significativamente beneficiados após o tratamento com citrato de potássio comparado ao placebo;
  • Em pacientes com baixa excreção de citrato na urina de 24h no início do estudo, foi observada uma redução média de 30% em FAO e CTX após 6 meses. Essa diminuição também foi evidente quando o citrato baixo (FAO: -25%; CTX -35%) e um pH baixo (FAO: -25%; CTX: -30%) foram encontrados na urina em jejum.

Conclusão:

Os resultados sugerem que a suplementação com citrato de potássio melhora os efeitos do cálcio e vitamina D em mulheres osteopênicas com déficit de citrato e de potássio documentado e perfil metabólico consistente com acidose de baixo-grau.

Formulário

Formulações para Pacientes com Osteopenia

Associação para Melhora dos Efeitos do Carbonato de Cálcio de Vitamina D3 na Osteopenia

Sachês de Citrato de Potássio


Citrato de Potássio…….30 mEq (3,24 g)
Excipiente qsp………………………1 Sachê

Administrar 1 sachê ao dia ou conforme orientação médica.

Carbonato de Cálcio + Vitamina D3


Carbonato de Cálcio………………500 mg
Vitamina D3……………………………400 UI
Excipiente qsp……………………1 Cápsula

Administrar 1 cápsula ao dia ou conforme orientação médica.
Prevenção e Gerenciamento da Osteopenia

Cápsulas de Curcumina


Curcumina…………………………..1000 mg
Excipiente qsp……………………1 Cápsula

Administrar 1 cápsula ao dia ou conforme orientação médica/nutricional.

Pesquisadores avaliaram a eficácia da curcumina em pacientes com baixa densidade óssea. De acordo com os resultados, a curcumina melhorou a densidade óssea do calcanhar, dedinho e maxilar superior comparado ao grupo controle. Não foram reportados problemas de segurança e tolerabilidade (Riva et al., 2017).

Outras Formulações para Melhora da Saúde Óssea

Associação de Nutrientes para Saúde Óssea

Suplementação


Citrato de Magnésio……………….915 mg
Zinco……………………………………….6 mg
Manganês……………………………..2,5 mg
Excipiente qsp……………………1 Cápsula

Administrar 2 cápsulas ao dia ou conforme orientação médica.

  • Estudos em humanos demonstraram redução significativa das taxas de remodelação óssea, particularmente em marcadores de reabsorção óssea, em homens e mulheres que receberam a suplementação diária de magnésio;
  • A suplementação oral de zinco (12 mg) impediu reduções significativas da densidade óssea no corpo inteiro e na mineralização óssea em mulheres;
  • Outro estudo demonstrou que a suplementação com cálcio, zinco, manganês e cobre em mulheres pós-menopausadas interrompeu a perda óssea (Willingtion 2017).


Cálcio e FOS nos Marcadores do Metabolismo Ósseo

Iogurte de Cálcio + FOS


Cálcio Elementar………………………………800 mg
FOS………………………………………….3,6 g
Pó para Suspensão Extemporânea de Iogurte qsp…….1 Sachê (10g)

Administrar 1 sachê ao dia ou conforme orientação médica/nutricional.

Um estudo clínico de 24 meses avaliou se a suplementação com cálcio e FOS afetava a DMO e os marcadores do metabolismo ósseo em mulheres pós-menopausadas. De acordo com os resultados, a suplementação com cálcio e FOS retardou o processo de perda óssea em mulheres pós-menopausadas com osteopenia. Esses dados foram observados pela redução dos níveis de osteocalcina e C-telopeptídeo (CTX) de ligação cruzada com colágeno tipo I (Slevin et al., 2014).

Referências

GRANCHI, D. et al. Potassium Citrate Supplementation Decreases the Biochemical Markers of Bone Loss in a Group of Osteopenic Women: The Results of a Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Pilot Study. Nutrients, v. 10, n. 9, Sep 12 2018. ISSN 2072-6643.

RIVA, A. et al. Effects of a curcumin-based supplementation in asymptomatic subjects with low bone density: a preliminary 24-week supplement study. Eur Rev Med Pharmacol Sci, v. 21, n. 7, p. 1684-1689, Apr 2017. ISSN 1128-3602.

SLEVIN, M. M. et al. Supplementation with calcium and short-chain fructo-oligosaccharides affects markers of bone turnover but not bone mineral density in postmenopausal women. J Nutr, v. 144, n. 3, p. 297-304, Mar 2014. ISSN 0022-3166.

WILLINGTION , M. The Overlooked Importance of Bone Health: Life Extension 2017.