Suplementação do paciente com Cirurgia Bariátrica
A obesidade é definida como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal, podendo atingir graus capazes de afetar a saúde. Sua etiologia é complexa e multifatorial, resultado da interação de genes, ambiente, estilo de vida e fatores emocionais. Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem ter deficiência de vitaminas e minerais, como ferro, ácido fólico e vitaminas do complexo B.
Além disso após o procedimento cirúrgico bariátrico há uma redução na capacidade gástrica e diminuição da ingestão de alimentos e absorção de nutrientes. Alguns pacientes podem apresentar intolerância a alimentos proteicos e, portanto, a suplementação proteica é necessária para atingir a ingesta diária recomendada.
- Balas Polivitaminicas
- Emulsão de Omega3
- Shake Prebiótico
- Shot de Aminoácidos
- Omega vegano líquido
- Enzimas digestivas
Goma Polivitamínico Bariátrico
A obesidade é definida como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal, podendo atingir graus capazes de afetar a saúde. Sua etiologia é complexa e multifatorial, resultado da interação de genes, ambiente, estilo de vida e fatores emocionais. Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem ter deficiência de vitaminas e minerais, como ferro, ácido fólico e vitaminas do complexo B.
As gomas são formas farmacêuticas de fácil deglutição ideais para pacientes com dificuldade de ingerir cápsulas e comprimidos. As gomas facilitam a adesão do paciente ao tratamento e aumentam a satisfação dos clientes. Outra característica das gomas é o mascaramento de sabores desagradáveis.
Complexo B
A deficiência de tiamina (Vitamina B1) pode ocorrer de forma aguda após qualquer tipo de cirurgia bariátrica em pacientes que apresentam vômitos prolongados. Os efeitos prejudiciais mais comuns associados à deficiência de tiamina são: o percentual de perda de peso, a persistência de sintomas gástricos (náuseas e vômitos), a não adesão ao acompanhamento nutricional e outros. A deficiência de vitamina B12 é uma das principais causas de anemia em pacientes que se submetem ao procedimento cirúrgico. A deficiência de ácido fólico é uma complicação potencial dos procedimentos bariátricos que pode contribuir para a anemia
Biotina
A Biotina é uma vitamina do complexo B, necessária para muitas funções do organismo, como no processamento de gorduras, açúcares e aminoácidos. Além disso, é capaz de prevenir a queda e favorecer a síntese da fibra capilar, melhorando a saúde dos fios.
Vitamina A
A vitamina A é a primeira vitamina lipossolúvel a ser reconhecida e o β – caroteno é seu precursor derivado de plantas. Há três formas ativas de vitamina A no organismo: retinol, retina e ácido retinóico. Muitas das defesas do corpo contra infecções dependem de um suprimento adequado de vitamina A. As manifestações clínicas dos déficits de vitamina A são cegueira noturna, xeroftalmia e cabelos secos.
Vitamina C
A vitamina C é outra vitamina solúvel em água e também é chamada de ácido ascórbico, que significa “ácido não escorbuto”. A vitamina C faz parte do processo de síntese de colágeno nos tecidos conjuntivos e atua como antioxidante, além de apresentar funções imunológicas e proteger contra infecções
Vitamina D
A vitamina D pode ser sintetizada em nosso corpo com a ajuda da luz solar. Além de seu papel na manutenção da integridade óssea, também estimula a maturação de muitas células, incluindo células imunes.
Vitamina E
A vitamina E é uma vitamina lipossolúvel e inclui tocoferóis e tocotrienóis. A vitamina E desempenha um papel importante na redução do estresse oxidativo através da ligação aos radicais livres como antioxidante. Foi relatado que a deficiência de vitamina E intensifica lesões ocasionadas por infecções.
Sulfato de Zinco
Estudos demonstraram que pacientes bariátricos apresentaram deficiência de zinco. Os minerais essenciais atuam como cofatores enzimáticos em várias vias bioquímicas e, portanto, sua deficiência pode causar manifestações clínicas variáveis que envolvem os sistemas neurológico, cardíaco e gastrointestinal.
Lactato de Cálcio
Deve-se considerar que o cálcio oral pode interferir na absorção de alguns minerais essenciais como ferro, zinco e cobre.
Metilsulfonilmetano (MSM)
O Metilsulfonilmetano (MSM) é a forma orgânica do enxofre, sendo um dos minerais mais abundantes no organismo e sua deficiência pode causar muitos malefícios à saúde. O MSM atua na manutenção da elasticidade e flexibilidade dos tecidos que formam as articulações e previne danos as cartilagens, sendo assim, alivia a dor e a inflamação, mostrando efeito positivo no tratamento de artrite reumatoide e dores musculares.
N-acetilcisteína
N-acetilcisteína (NAC) é conhecida como um antioxidante que atua no aumento da glutationa intracelular, especialmente no tecido hepático. A NAC demonstra grande importância para otimizar a capacidade de proteção da célula para contrabalancear o equilíbrio entre estresse oxidativo e inflamação.
Ácido alfa-lipoico
Estudos recentes têm demonstrado que a suplementação de ácido alfa-lipoico pode auxiliar no tratamento da obesidade e reduzir as doenças associadas ao excesso de peso.
Zeaxantina e Luteína
A zeaxantina é um composto carotenoide com potente propriedade antioxidante que contribui na proteção dos danos causados pelos radicais livres. A luteína também é um carotenoide natural com importante propriedade antioxidante e protege os olhos e a pele da fotolesão.
Gomas Polivitamínicas
| Gomas | |
|---|---|
| Vitamina A | 0,0015 g |
| Vitamina B1 | 0,0015 g |
| Vitamina B2 | 0,0017 g |
| Vitamina B3 | 0,0200 g |
| Vitamina B5 | 0,0135 g |
| Vitamina B9 | 0,0002 g |
| Vitamina C | 0,0300 g |
| Vitamina D | 25 mcg |
| Vitamina E | 0,0273 g |
| Biotina | 0,0030 g |
| Lactato de Cálcio | 0,2000 g |
| Sulfato de Zinco | 0,0150 g |
| MSM | 0,0500 g |
| N-Acetil-Cisteína | 0,0500 g |
| L-Metionina | 0,0500 g |
| Ácido Lipóico | 0,0100 g |
| Chá verde em pó | 0,0100 g |
| Luteína | 0,0005 g |
| Zeaxantina | 0,0001 g |
| Goma Carragena Sabor Tangerina | 1 UN |
Administrar 1 goma ao dia ou conforme orientação médica.
Cirurgia Bariátrica Ômega-3
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. O tratamento cirúrgico bariátrico pode resultar na perda de peso e também em melhores condições de saúde ao indivíduo. A suplementação nutricional é importante no auxílio das condições de saúde desses pacientes para a cirurgia possa ocorrer bem, principalmente na questão metabólica.
DHA VEGETAL um óleo de peixe concentrado produzido a partir de subprodutos de atum de alto valor para alimentos que contém altos níveis de ácidos graxos DHA Ômega-3 marinhos sob a forma de triglicerídeos.
| Emulsão de OMEGA 3 Sabor abacaxi ou morango |
|
|---|---|
| DHA VEGETAL | 35 g |
| Excipiente qsp | 1 Frasco |
Administrar 5 mL uma a duas vezes ao dia
SHAKE PREBIÓTICO
Polidextrose
Polidextrose é um produto de baixa digestibilidade que induz efeitos similares aos das fibras alimentares solúveis. É uma fibra dietética capaz de reduzir calorias, substitui açucares, possui baixo índice glicêmico e estimula o crescimento de bactérias benéficas para a saúde.
Psyllium
O Psyllium é um ativo natural rico em fibras que atua no trato intestinal, normalizando seu funcionamento, auxilia na melhora do trânsito intestinal e reduz significativamente a sensação de fome e aumentar a saciedade, contribuindo para o processo de emagrecimento.
Gengibre
O Gengibre é uma das plantas medicinais mais conhecidas no mundo. O Gengibre possui efeitos sobre doenças respiratórias, como gripes, asma e bronquite, melhora o processo digestório, alivia a azia, é eficaz contra náuseas, sintomas de estresse e ansiedade, além de auxiliar no emagrecimento.
| Shake Prebiótico Sabor Chocolate | |
|---|---|
| Polidextrose | 2,000 g |
| Psyllium | 1,000 g |
| Gengibre | 0,150 g |
| Pó de Preparo Extemporâneo | 1 UN |
Administrar 1 sachê uma vez ao dia ou conforme orientação médica.
*Reconstituir o sachê em 200 mL de água, misturar e ingerir.
SHOT DE AMINOÁCIDOS
Aminoácidos
Composto por aminoácidos importantes para o aumento da energia e força, estimula a síntese proteica o que melhora o ganho de massa muscular. Além disso, reduz os danos musculares, melhora a recuperação e aumenta a resistência e a fadiga.
Vitaminas
As vitaminas B são vitaminas hidrossolúveis e funcionam como parte das coenzimas. Cada vitamina B tem suas funções. A suplementação de vitaminas do Complexo B tem sido tratada para manter a função neurológica intacta. A vitamina C é outra vitamina solúvel em água e também é chamada de ácido ascórbico, que significa “ácido não escorbuto”. A vitamina C faz parte do processo de síntese de colágeno nos tecidos conjuntivos e atua como antioxidante, além de apresentar funções imunológicas e proteger contra infecções.
| Shot de Aminoácidos Bariátrico Shot | |
|---|---|
| Hidroxiprolina | 0,2500 g |
| Lisina | 0,1500 g |
| Arginina | 0,2000 g |
| Leucina | 0,2500 g |
| Vitamina C | 0,2500 g |
| Bitartarato de Colina | 0,0500 g |
| Curcumina | 0,2000 g |
| Vitamina B3 | 0,1000 g |
| Vitamina B5 | 0,1000 g |
| Polidextrose | 2,5000 g |
| Lecitina | 0,5000 g |
| Excipiente qsp | 50 mL |
Administrar 1 vez ao dia ou conforme orientação médica.
ENZIMAS
A Formularium coloca à disposição para prescrição enzimas digestivas
PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA SUPLEMENTAÇÃO COM ENZIMAS DIGESTIVAS
- Melhora a digestão, a biodisponibilidade e absorção dos nutrientes
- Restaura a atividade enzimática endógena ausente ou insuficiente
- Reduz possíveis desconfortos gastrointestinais associados ao consumo de alguns alimentos específicos, como laticínios, trigo, legumes ou alimentos ricos em fibras
- Fortalece o sistema imune, reduzindo a severidade de intolerâncias e alergias alimentares
CLASSIFICAÇÃO DAS ENZIMAS DIGESTIVAS
As enzimas digestivas costumam ser classificadas de acordo com o tipo de alimento, ou substrato, no qual atuam, sendo principalmente:
| PROTEASES | CARBOIDRASES | LIPASES |
|---|---|---|
| enzimas que catalisam a hidrólise de ligações peptídicas de proteínas, produzindo peptídeos e aminoácidos. | enzimas que catalisam a hidrólise de ligações em carboidratos, levando à formação de monossacarídeos. | enzimas que catalisam a hidrólise de lipídios e gorduras em ácidos graxos livres. |
ALFA AMILASE
(Fonte: Aspergillus oryzae)
Auxilia na digestão de carboidratos
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
5.000 a 20.000 SKB ao dia
Alfa-amilase é a enzima que catalisa a quebra de carboidratos, como o amido, em cadeias menores, os dissacarídeos, e posteriormente, no monossacarídeo glicose, mais facilmente digerido e absorvido. É produzida no organismo humano, na boca, estômago e intestino delgado e em condições de deficiência, como insuficiência pancreática, deve ser suplementada para que haja o aproveitamento nutricional dos carboidratos da dieta e um aporte adequado de energia ao organismo.
ALFA GALACTOSIDASE
(Fonte: Aspergillus niger)
Auxilia na digestão de carboidratos complexos, como a amido, e reduzindo a formação de gases e flatulência
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
400 a 1.200 GalU
A alfa galactosidase é uma enzima necessária para a digestão de alimentos ricos em amido, como feijão, brócolis, couve de Bruxelas e repolho, dentre outros. Quando há deficiência desta enzima, alguns indivíduos podem experimentar problemas gástricos, tais como desconforto abdominal e produção de gases e flatulência, que ocorrem devido à ausência de hidrólise das ligações alfa galactosídicas presentes em carboidratos (oligossacarídeos) não digeríveis, que acabam sendo fermentados pelas bactérias do trato intestinal. Assim, a suplementação com alfa galactosidase pode melhorar a qualidade do processo digestivo, reduzindo possíveis inconvenientes associados ao consumo de leguminosas, grãos e frutas.
BROMELINA
(Fonte: Ananas comosus)
Auxilia no processo digestivo de proteínas Atividade anti-inflamatória
Melhora o processo cicatricial
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
Uso oral: 120 a 2400 GDU/g ou 800.000 PU
Uso tópico: 2,0%
A bromelina é complexo enzimático proteolítico encontrado nas diferentes partes das plantas da família Bromeliaceae, da qual Ananas comosus L., o abacaxi, é a fonte mais conhecida. Através da sua ação enzimática, atua na decomposição de proteínas em peptonas menores por meio de hidrólise, contribuindo para a digestão das proteínas. Dessa forma, costuma ser associada a outras enzimas digestivas, em formulações auxiliares da digestão.
Além disso, a bromelina apresenta ação anti- inflamatória e sobre a inibição da agregação plaquetária, além de ação antitumoral, antimetastásica e sobre o desbridamento de feridas, quando aplicada topicamente.
CELULASE
(Fonte: Trichoderma viride)
Aumenta a digestibilidade das fibras insolúveis presentes em alimentos de origem vegetal
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
750 a 4.800 CU
A celulase não é produzida pelo organismo humano e pode ser suplementada com o intuito de melhorar o processo digestivo de forma geral, reduzindo flatulências e gases, especialmente em dietas ricas em fibras insolúveis, como a celulose presente em alimentos de origem vegetal. A celulose é um polissacarídeo formado por várias unidades de glicose unidas entre si através de ligações químicas e a celulase realiza a quebra das ligações químicas existentes entre estas unidades de glicose. Quando
a mastigação é dificultada pode haver comprometimento da liberação da celulase do vegetal, e consequentemente na digestão da celulose, prejudicando a biodisponibilidade dos nutrientes.
HEMICELULASE
(Fonte: Aspergillus niger)
Aumenta a digestibilidade das fibras insolúveis presentes em alimentos de origem vegetal
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
800 a 8.000 HCU
A hemicelulase, assim como a celulase, não é produzida pelo organismo humano e atua de forma sinérgica com a celulase hidrolisando os polissacarídeos presentes na parede celular dos alimentos de origem vegetal, incluindo cereais e grãos. Dessa forma, a hemicelulase melhora a biodisponibilidade dos nutrientes ingeridos através da dieta, bem como melhora o processo digestivo de forma geral, reduzindo flatulências e gases. Além disso, a fração solúvel das fibras degradadas pela hemicelulase apresenta potencial prebiótico, melhorando a composição da microbiota intestinal.
INVERTASE
(Fonte: Saccharomyces cerevisae)
Auxilia na digestão de açúcares, como a sacarose
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
400 a 1.200 SU
A sacarose, ou açúcar comum ou de mesa, sofre ação da enzima invertase e é decomposto em glicose e frutose. O consumo de alimentos processados e altamente refinados está relacionado ao consumo em grande quantidade deste tipo de açúcar, o que pode comprometer o processo de digestão, podendo inclusive estar implicado em processos alérgicos. Assim, a suplementação desta enzima pode auxiliar na assimilação e utilização dos compostos derivados da sacarose na produção de energia do organismo e minimizar possíveis desconfortos associados à má digestão, como gases, refluxo e dores de estômago.
LACTASE
(Fonte: Aspergillus niger)
Auxilia na digestão da lactase presente no leite e derivados
Reduz os sintomas associados à intolerância à lactose
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
1.000 a 10.000 ALU
A lactase ou beta galactosidase é uma enzima que hidrolisa a lactose – o principal carboidrato presente no leite e derivados – em glicose e galactose no trato gastrointestinal, especificamente no intestino delgado. Indivíduos com insuficiência na produção da enzima lactase apresentam manifestações relacionadas à intolerância à lactose, como dor abdominal, inchaço, diarréia e flatulências. Assim, a suplementação oral de lactase pode ser especialmente útil no manejo destes sintomas.
LIPASE
(Fonte: Aspergillus sp.)
Auxilia no processo de digestão de lipídios da dieta
Reduz o desconforto gástrico e gases
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
750 a 4.800 FIP
A lipase é cossecretada com o pepsinogênio no meio estomacal e é uma enzima essencial para a digestão de gorduras – clivando os triacilgliceróis em ácidos graxos e glicerol – atuando em conjunto com os efeitos de emulsificação dos sais biliares liberados pela vesícula biliar. Quando há insuficiência na produção da lipase, o metabolismo de lipídios pode estar comprometido e se manifestar em indigestão e esteatorréia. Assim, a suplementação de lipase reduz os sintomas como desconforto gástrico e gases após refeições ricas em gordura.
MALTASE
(Fonte: Aspergillus oryzae)
Melhora a digestibilidade da maltose presente em alimentos ricos em amido
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
200 a 400 DP
A maltose é formada no organismo humano durante a digestão do amido pela amilase como um produto intermediário. A enzima maltase decompõe o dissacarídeo maltose em duas moléculas de glicose, que são utilizadas pelo organismo para a produção de energia a partir de fontes dietéticas, especialmente grãos e vegetais ricos em amido. A suplementação com maltase pode melhorar a digestão ao longo de todo o trato gastrointestinal, reduzindo, por exemplo, a ocorrências de episódios de diarreia.
PANCREATINA
(Fonte: Pâncreas suíno)
Utilizada em condições nas quais há insuficiência enzimática pancreática, comprometendo a digestão
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
100 a 300 mg ao dia
A pancreatina é um complexo enzimático produzido no pâncreas de mamíferos, contendo principalmente amilase, lipase e protease, que por sua vez atuam na digestão de amido, gordura e proteínas. A suplementação desta enzima tem sido utilizada em deficiências pancreáticas como pancreatite e fibrose cística associada à esteatorréia, condições que podem acarretar má-digestão e, por consequência, má absorção de nutrientes.
PAPAÍNA
(Fonte: Carica papaya)
Auxilia no processo digestivo de proteínas Atividade anti-inflamatória
Melhora o processo cicatricial
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
Uso oral: 100.000 PU ao dia
Uso tópico: 2,0 a 10,0 %
A papaína é uma enzima com ação proteolítica e anti- inflamatória, obtida do mamão (Carica papaya). Auxilia no processo digestivo promovendo a dissociação
de proteínas em moléculas mais simples passíveis de serem absorvidas. Em geral, é associada com outras enzimas digestivas. Topicamente, atua como desbridante químico, facilitando o processo cicatricial no tratamento de feridas.
PECTINASE
(Fonte: Aspergillus niger)
Aumenta a digestibilidade e absorção de nutrientes de origem vegetal
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
35 a 100 ENDO PG ao dia
A pectinase é uma enzima que digere a pectina, um dos principais componentes da parede celular dos vegetais das frutas e vegetais, também presente em geléias como agente espessante e gelificante. Quando utilizada em associação à celulase e hemicelulase, a pectinase pode aumentar o valor nutricional e potencial prebiótico dos alimentos de origem vegetal. Assim, a pectinase melhora a absorção dos nutrientes ingeridos através da dieta, bem como melhora o processo digestivo de forma geral.
PEPSINA
(Fonte: Mucosa gástrica suína)
Aumenta a digestibilidade de proteínas
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
100 a 800 mg ao dia
A pepsina é uma enzima envolvida na digestão de proteínas, hidrolisando as ligações proteicas em cadeias menores de aminoácidos, promovendo a absorção e o aproveitamento destes nutrientes pelo organismo. Fisiologicamente, a pepsina é secretada na forma inativa de pepsinogênio que deve ser ativada pela ação do suco gástrico. Em casos nos quais a secreção de pepsinogênio ou ácido clorídrico é deficiente, a suplementação de pepsina melhora os sintomas da má digestão de alimentos ricos em proteína.
PROTEASE ÁCIDA
(Fonte: Aspergillus niger)
Promove a digestão proteica
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
50 a 100 SAP ao dia
As proteases são enzimas que pertencem ao grupo das hidrolases e clivam as ligações peptídicas das proteínas, formando os peptídeos e aminoácidos, mais prontamente biodisponíveis ao organismo. As proteases atuam em diferentes faixas de pH ao longo do trato gastrointestinal, de forma que a protease ácida estável, de pH ótimo entre 2 e 5, atua na digestão proteica no estômago, especialmente após a ingestão de fontes alimentares ricas em proteínas.
PROTEASE ALCALINA
(Fonte: Bacillus lincheniformis)
Promove a digestão proteica
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
5.000 a 10.000 PC
As proteases são enzimas que pertencem ao grupo das hidrolases que clivam as ligações peptídicas das proteínas, formando os peptídeos e aminoácidos, mais prontamente biodisponíveis ao organismo. As proteases atuam em diferentes faixas de pH ao longo do trato gastrointestinal, de forma que a protease alcalina, de pH ótimo entre 7 e 9, atua na digestão proteica em nível intestinal, bem como em demais processos fisiológicos, como ativação de outras enzimas e coagulação sanguínea.
XILANASE
(Fonte: Trichodema viride)
Melhora a digestibilidade de fibras solúveis presentes em alimentos de origem vegetal
SUGESTÃO POSOLÓGICA:
750 a 1.200 XU ao dia
A xilanase é uma enzima que hidrolisa a hemicelulose presente na parede celular de vegetais que fornecem fibras solúveis, como aveia, trigo, centeio e arroz. Esta enzima não é produzida pelo organismo humano e pode ser suplementada com o intuito de melhorar o processo digestivo de forma geral, reduzindo flatulências e gases.
SUGESTÕES DE FORMULAÇÕES
MELHORA DE ASPECTOS GLOBAIS DA FUNÇÃO DIGESTIVA
Bromelina 240 GDU
Alfa Amilase 10.000 SKB
Protease ácida estável 250
SAP Protease alcalina 5.000 PC Lactase 2.000
ALU
Celulase 2.000 CU
Lipase 3.000 FIP
Excipiente qsp. 1 dose
Sugestão posológica:
Tomar 1 dose antes das principais refeições.
Papaína 100.000 PU
Celulase 250 CU
Pancreatina USP 1X
Betaina HCl 200 mg
Ginger Extrato (Zingiber officinale; 1% gingeróis) 100 mg
Excipiente qsp. 1 dose
Sugestão posológica:
Tomar 1 dose antes das principais refeições.
MELHORA DA DIGESTIBILIDADE DE CARBOIDRATOS FERMENTÁVEIS
Alfa Galactosidade 400
GalU Lactase 1.000 ALU
Maltase 200 DP
Pectinase 50 ENDO
PG Celulase 750 CU
Hemicelulase 800 HCU
Xilanase 750 XU
Holy Basil Extrato (Ocimum sanctum) 250 mg
Excipiente qsp. 1 dose
Sugestão posológica:
Tomar 1 dose antes das principais refeições.
ADJUVANTE NA DIGESTÃO DE PROTEÍNAS
Pancreatina
USP 1X
Bromelina 250 GDU
Papaína 100.000 PU
Protease ácida estável
100 SAP Lipase 3.000 FIP
Pepsina 400 mg
Silimarina 80% (Silybum marianum L.) 100 mg
Excipiente qsp.
Sugestão posológica:
Tomar 1 dose antes das principais refeições.
REDUÇÃO DOS SINTOMAS ASSOCIADOS À INTOLERÂNCIA A LACTOSE
Lactase 2.000 ALU
Veículo* qsp. 1ml
Sugestão posológica:
Adicionar 15 a 20 gotas para cada litro de leite, 24 horas antes da ingestão.
Alfa Galactosidade 400
GalU Lactase 10.000 ALU
Excipiente qsp. 1 dose
Sugestão posológica:
Tomar 1 dose no momento da ingestão de alimentos lácteos.
INFORMAÇÕES
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- Meisenberg G, Simmons WH. Digestive Enzymes. In: Principles of Medical Biochemistry. Vol 85. Elsevier; 2012:334-341. doi:10.1016/B978-0-323-07155-0.00019-8
- Bhatia S. Introduction to Enzymes and Their Applications.; 2018. doi:10.1088/978-0-7503-1302-5ch1
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