O inverno e o aumento dos resfriados

Antes de mais nada, é preciso acabar com um mito: as baixas temperaturas não provocam resfriados. Na verdade, essa manifestação é ocasionada por mais de 200 tipos diferentes de vírus. Por outro lado, o corpo humano fica mais frágil no inverno com a diminuição da temperatura, o que, somado a mudanças de alguns comportamentos, acaba levando à proliferação de vírus no ambiente.

O resfriado é uma infecção do trato respiratório superior que acomete o nariz e a garganta e que dura poucas semanas; em alguns casos, menos de duas. Os adultos têm, em média, de dois a quatro resfriados ao ano; já as crianças, principalmente em idade pré-escolar, de cinco a nove. O contágio pode acontecer pelo ar ou por contato físico.

Os sintomas mais comuns são leve cansaço, coriza transparente, espirros, tosse, dor na garganta e febre baixa e de curta duração, entre outros.

No inverno, são necessários alguns cuidados, entre os quais, lavar bem as mãos e com mais frequência, cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir e, principalmente, evitar locais com aglomerações.

Não é justo culpar o frio pelo aumento de resfriados no inverno. O que ocorre é que as baixas temperaturas interferem nos mecanismos de defesa das vias aéreas e as pessoas permanecem naturalmente mais aglomeradas em locais fechados e menos ventilados. Não há vacinas nem remédios que curem o resfriado, apenas agem no alívio aos sintomas.

Já a gripe, que não é benigna, é mais grave. As gripes são causadas por agentes infecciosos e também por vários tipos de vírus, principalmente o influenza. Os sintomas são febre alta, mal-estar e forte indisposição.

Existe vacina para a gripe, que deve ser tomada por todas as pessoas após os seis meses de idade.

Entre as complicações mais frequentes da gripe estão a pneumonia, a sinusite e a otite (infecção no ouvido).

A utilização de medicamentos também é sintomática, embora haja antivirais para uso no início do quadro. O tempo de cura da gripe é maior do que o do resfriado.